sexta-feira, novembro 16, 2012

Sentimento

O sentimento nutrido por uma pessoa é algo que se cultiva no dia-a-dia. Não se pode esperar que sintamos sempre a mesma coisa, todos os dias a toda a hora. Umas vezes sentimos amor, outras ódio, outras compaixão e por aí adiante. Sentir algo por alguém é dinâmico. Há situações diferentes todos os dias. Uns dias estamos melhor, outro dias pior. Uns dias queremos um abraço, outros queremos estar longe. Uns dias queremos um beijo, outro dia apenas um abraço. Os sentimentos são diferentes à medida que construimos a relação, dái haver relações que acabam depressa e outras que nunca acabam. Duas pessoas sendo diferentes têm que se entender. Têm que se tolerar. Quando assim não é a relação fica mais complicada de existir. A tolerância é algo que hoje em dia não está presente em muitas pessoas. Queremos que as pessoas tenham os nossos valores, os nossos pontos de vista. Queremos que sejam iguais a nós, mas isso não é possível.


And after the storm,

I run and run as the rains come

And I look up, I look up,

on my knees and out of luck,

I look up.



Night has always pushed up day

You must know life to see decay

But I won't rot, I won't rot

Not this mind and not this heart,

I won't rot.



And I took you by the hand

And we stood tall,

And remembered our own land,

What we lived for.



And there will come a time,

you'll see, with no more tears.

And love will not break your heart,

but dismiss your fears.

Get over your hill and see

what you find there,

With grace in your heart

and flowers in your hair.



And now I cling to what I knew

I saw exactly what was true

But oh no more.

That's why I hold,

That's why I hold with all I have.

That's why I hold.



And I will die alone

and be left there.

Well I guess I'll just go home,

Oh God knows where.

because death is just so full

and man so small.

Well I'm scared of what's behind

and what's before.



And there will come a time,

you'll see, with no more tears.

And love will not break your heart,

but dismiss your fears.

Get over your hill and see

what you find there,

With grace in your heart

and flowers in your hair.



And there will come a time,

you'll see, with no more tears.

And love will not break your heart,

but dismiss your fears.

Get over your hill and see

what you find there,

With grace in your heart

and flowers in your hair

quinta-feira, novembro 08, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

Viver

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.


Fernando Pessoa

Tu

O dia em que nasceste foi o dia mais importante da minha vida. Foi o dia em que percebi que a vida faz sentido. A tua mãe tinha acabado de te ter parido, após cesariana, quando tu chegaste à incubadora. Eras uma criatura nova neste nosso mundo, completamente indefesa e sem o minímo conhecimento do que se passava à tua volta. Fui-me chegando a passos largos para ti enquanto tu me fixavas, pelo menos quero acreditar que sim, e não conseguia ter reacção a nada. Ia caminhando, mas paralisado no teu olhar. Finalmente, depois de uma eternidade para chegar ao pé de ti, dei-te o meu dedo e tu logo o apertaste enchendo o meu corpo de adrenalina, o coração a mil à hora e os pensamentos iam sendo cada vez mais chegando a um ponto em que estava tão baralhado e com medo que tive que pedir ao Enfermeiro para te levantar e te colocar no meu braço. Abri os braços e coubeste à primeira, encaixada com um lado da cara no meu antebraço e o outro lado virado para mim. Sentia o bater do teu coração, sentia o meu coração e batiam os dois aceleradamente. Continuavas-me a fixar, com um olhar penetrante e duvidoso ao mesmo tempo.

Depois desses segundos eternos a vida foi seguindo o seu rumo. Tu foste crescendo. O primeiro gatinhar, o primeiro andar, a primeira palavra. Tudo era novo para ti e para mim. Não consigo deixar de pensar em ti, quando vou estar contigo, quando vou ouvir a tua voz, ver o teu sorriso. Só quero estar contigo. Sinto que és parte de mim mas sei que te tenho que te dar liberdade. Liberdade para caires e levantar, para correres na relva, para subires as escadas, para enfrentares o mar e mais que tudo liberdade para seres tu. Tentarei sempre que sejas livre, que te sintas livre.

terça-feira, novembro 06, 2012

That there, that's not me
I go where I please
I walk through walls
I float down the Liffey

I'm not here
This isn't happening
I'm not here, I'm not here

In a little while
I'll be gone
The moment's already passed
Yeah, it's gone

I'm not here
This isn't happening
I'm not here, I'm not here

Strobe lights and blown speakers
Fireworks and hurricanes

I'm not here
This isn't happening
I'm not here, I'm not here....



As grandes músicas portuguesas (1)

Ornatos Violeta - Capitão Romance

quarta-feira, março 17, 2010

Desabafo profundo

No passado não foste o que deverias ter sido.
No presente não tentaste recuperar o tempo perdido.
No futuro não estarás presente.
Nunca te conheci.
Nunca te quis conhecer.
Nunca te deste a conhecer.

terça-feira, novembro 18, 2008

Talvez

Talvez um dia a humanidade perceba que tem o dom da vida.
Talvez um dia a humanidade perceba que tem o dom do fazer bem.
Talvez um dia a humanidade perceba que está a estragar tudo isto.
Talvez um dia a humanidade perceba...

terça-feira, julho 03, 2007

Vida que às costas me levas
porque não dás um corpo às tuas trevas?

Porque não dás um som àquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?

Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?

Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?



Natália Correia

sábado, maio 26, 2007

Sonhar

Se eu pudesse sonhar? Ah! posso ainda
Sonhar... se for contigo!
Sempre! sempre a meu lado, imagem linda...
A noite é longa... vem falar comigo!
Estende os teus cabelos...
O céu da tua Itália, não, não brilha
Como brilham meus sonhos, vagos, belos,
Se me falas à noite em sonhos, filha!


Antero de Quental

sexta-feira, maio 25, 2007

Genial

Cartas de Amor

"Todas as cartas de amor são ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas."


Fernando Pessoa

quinta-feira, novembro 23, 2006

Todos merecedores na vida; Todos indefesos na morte.

Irene Lucília Andrade

terça-feira, novembro 14, 2006

Our WORLD

Just think of all those hungry mouths we have to feed
Take a look at all the suffering we breed
So many lonely faces scattered all around
Searching for what they need.
Is this the world we created
What did we do it for
Is this the world we invaded
Against the law
So it seems in the end
Is this what we're all living for today
The world that we created.
You know that everyday a helpless child is born
Who needs some loving care inside a happy home
Somewhere a wealthy man is sitting on his throne
Waiting for life to go by.
Is this the world we created, we made it on our own
Is this the world we devasted, right to the bone
If there's a God in the sky looking down
What can he think of what we've done
To the world that He created.

Queen

segunda-feira, novembro 13, 2006

The Moments of Happiness

SOLO:
The moments of happiness
We had the experience but missed the meaning
And approach to the meaning restores the experience
In a different form beyond any meaning

We can assign to happiness
The past experience revived in the meaning
Is not the experience of one life only
But of many generations
Not forgetting something that is probably quite ineffable

GRIZABELLA:
Moonlight
Turn your face to the moonlight
Let your memory lead you
Open up, enter in
If you find there the meaning of what happiness is
Then a new life will begin

CATS

quinta-feira, setembro 28, 2006

Desabafos

Amo-te tanto que te não sei amar, amo tanto o teu corpo e o que em ti não é o teu corpo que não compreendo porque nos perdemos se a cada passo te encontro, se sempre ao beijar-te beijei mais do que a carne de que és fita, se o nosso casamento definhou de mocidade como os outros de velhice, se depois de ti a minha solidão incha do teu cheiro, do entusiasmo dos teus projectos e do redondo das tuas nádegas, se sufoco da ternura de que não consigo falar, aqui neste momento, amos, me despeço e te chamo sabendo que não virás e desejando que venhas do mesmo modo que, como diz Molero, um cego espera os olhos que encomendou pelo correio.

António Lobo Antunes

quarta-feira, setembro 27, 2006

Fugir

É simplismente incrivel como é que as pessoas conseguem fazer com que outras não possam viver à sua maneira.
Inconscientemente há certas atitudes que são influenciadas pelo "castramento" feito ao longo dos anos. Mesmo que se tente lutar contra este, não é possível. As pessoas resignam-se ao facto de não ser possível.

Os exemplos que nós tiramos da nossa infância\adolescência são usados ao longo de toda a nossa vida e muito dificilmenete nos vamos conseguir abstrair deles. Quer queiramos quer não, eles existem e estão presentes no nosso dia-a-dia. Fujamos então deles. Fujamos para longe. Fujamos sem eles. Fujamos.

quinta-feira, setembro 21, 2006

City of Blinding Ligths

The more you see the less you know
The less you find out as you grow
I knew much more then than I do now

Neon heart, day-glow eyes
The city lit by fireflies
They're advertising in the skies
And people like us

And I miss you when you're not around
I'm getting ready to leave the ground

Oh you look so beautiful tonight...

Don't think before you laugh
Look ugly in a photograph
Flash bulbs, purple irises the camera can't see

I've seen you walk unafraid
I've seen you in the clothes you've made
Can you see the beauty inside of me?
What happened to the beauty I had inside of me?

And I miss you when you're not around
I'm getting ready to leave the ground

Oh you look so beautiful tonight...tonight
In the city of blinding lights

Time...time....time...won't leave me as I am
But time won't take the boy out of this man
Oh you look so beautiful tonight
Oh you look so beautiful tonight
Oh you look so beautiful tonight

U2

quarta-feira, setembro 20, 2006

Triste

Coitado! que em um tempo choro e rio

Coitado! que em um tempo choro e rio;
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du~a cousa confio e desconfio.

Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.

Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;

Queria que visto fosse e invisível;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!

Camões